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JORNADA DE LUTAS CONTRA A TARIFA


No final de 2014, com aposta de que o período de férias escolares desfavoreceria mobilizações sociais, foi anunciado o aumento da tarifa de ônibus pela Prefeitura de São Paulo e do metrô e EMTU pelo Governo Estadual. A primeira a anunciar o aumento foi a Prefeitura, ocasião em que também anunciou que, apesar do aumento de cinquenta centavos na tarifa, ficariam congelados os valores dos modais do bilhete único (diário, semanal e mensal) e seria estabelecido o “passe livre estudantil” para estudantes de baixa renda. A reboque, sobreveio o anúncio do governo estadual, com as mesmas “novidades”. Pouco convencida sobre as vantagens dos modais do bilhete único, que tiveram baixíssima adesão por conta de seu alto custo, e julgando insuficiente o “passe livre estudantil” – que, em verdade, se trata de “cota estudantil”, vez que abarca apenas a ida-e-volta à escola), após convocatória do Movimento Passe Livre, cerca de 30 mil pessoas povoaram as ruas do centro de São Paulo no dia 9 de janeiro, direcionadas pelas palavras de ordem “contra a tarifa”, e foram violentamente reprimidas pela Polícia Militar, com saldo de cerca de 50 pessoas detidas (no 78º DP, foi registrada ocorrência de desacato contra manifestantes e de tortura e abuso de autoridade contra a PM). Os atos seguiram, com número de manifestantes estabilizados entre 10 e 20 mil pessoas e a continuidade da violência policial. Ao mesmo tempo, mobilizações surgiram nas periferias e ocorreram atos nas regiões da Raposo Tavares, Grajaú, Campo Limpo, M’Boi Mirim, Jardim Novo Horizonte, Pirituba e São Miguel Paulista. Nem mesmo no Carnaval houve recesso nas lutas: na quarta-feira de cinzas, foi inaugurado o “bloco pula catraca contra a tarifa”, organizado pelo MPL. A tendência, ao que tudo indica, é que o tema da mobilidade urbana não saia tão cedo de pauta.

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